Como anda sua regulação emocional?

Dra. Edwiges Parra discorre da importância das emoções nas tomadas de decisão

As emoções refletem diretamente o comportamento e a interação do ser humano na sociedade. O estado emocional expressa uma condição de resposta, que apresenta variedades de definições, mas que a maior partes das pessoas ainda tem muita dificuldade de perceber, identificar, sentir, descrever e, principalmente, torná-la consciente quando aparece.

A psicóloga Edwiges Parra desafia propõe realizar um teste para checar nesse momento o seu estado emocional, antes de seguirmos com a matéria – e te apresentar como as emoções interferem na tomada de decisão e reações do nosso dia a dia.

Marque nas opções abaixo, como está o seu estado de humor agora:

O que é emoção:

Agora que você parou um pouco para se observar e acessar seu estado emocional. É preciso ter consciência que a emoção é uma reação a um estímulo ambiental e cognitivo que produz tanto experiências subjetivas (a partir de cada um), quanto alterações neurobiológicas significativas. Está associada ao temperamento, personalidade e motivações tanto reais quanto subjetivas.

Seja para lidar com estímulos ambientais, seja para comunicar informações sociais biologicamente relevantes, as emoções apresentam diversos componentes adaptativos para mamíferos com comportamento social complexo, sendo cruciais, até mesmo, para a sua sobrevivência.

A psicóloga ressalta que a nossa dificuldade em controlar as nossas emoções não foi nos ensinado – em casa ou na escola. Por isso, a inteligência emocional, resiliência, uma das novas habilidades que todos os profissionais precisam desenvolver.

Segundo a Dra. Parra precisamos muito mais do que conhecimento meramente factual para tomar boas decisões. As boas decisões são tomadas quando sabemos aplicar o conhecimento e domínio emocional quando precisamos dele.

Eu costumo definir seja na terapia, nas rodas de conversas, programas de Mindfulness e nas palestras, que:

“A emoção modela a resposta com base no pensamento que está por traz da percepção a respeito da forma como interpreto os eventos/situações/pessoas nos ambientes os quais interagimos”.

Quanto mais intensas forem nossas emoções maiores são as chances de elas ditarem, conduzirem as nossas vidas. Nessa hora, os pensamentos assumem um papel importante para não deixar que o individuo seja capturado pelas emoções e também que sequestram seu comportamento.

desregulação emocional é quando não lidamos bem com as adversidades que nos acometem durante a nossa vida e temos dificuldade de solucionar esse problema. Esse quadro pode ser definido como uma dificuldade ou inabilidade de lidar com as experiências ou processar as emoções. Essa desregulação pode se manifestar tanto como intensificação excessiva quanto como desativação excessiva das emoções.

À medida que as nossas habilidades de regulação e inteligência emocional se desenvolvem, aprendemos a identificar os nossos desencadeadores e praticar maneiras produtivas de reagir até elas se transformarem em hábitos funcionais e saudáveis. Essa inteligência emocional, me permite gerar a capacidade de poder monitorar e discriminar as minhas emoções, assim como os das outras pessoas e usar desta informação para guiar meus pensamentos e ações”, explica Dra. Parra.

De acordo com Dr Travis Bradberry e Dra. Jean Greaves, psicólogos clínicos e organizacionais co-fundadores da TalentSmart, a inteligência emocional é a base de uma série de habilidades cruciais e importantes para gerar um amplo e positivo impacto na nossa vida como um todo.

Agora, que habilidades cruciais são essas tão importantes na nossa vida pessoal e profissional?  Veja a figura abaixo e perceba quantas competências dependem da regulação emocional.

A partir dessa compreensão sobre o tema, quais são as ações adaptativas que traduzem essas estratégias e que podemos adotar no nosso dia a dia?

  • Exercícios de Relaxamento
  • Distração temporária durante as crises
  • Exercício Físico
  • Conectar emoções e valores maiores
  • Substituir uma emoção por outra agradável ou apropriada.
  • Consciência plena (Mindfulness)
  • Aceitação
  • Atividades prazerosas
  • Alimentar-se de bons nutrientes

“Lidar com a experiência faz parte da regulação emocional, concluí Dra. Edwiges Parra.

Dra. Edwiges Parra Psicóloga, Palestrante, Instrutora de Mindfulness MBCT-D. Psicóloga, especialista em Recursos Humanos, pós-graduada em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento pela COPPE-UFRJ.
Coach com certificação Internacional pelo ICI (Integrated Coach Institute).
Experiência consolidada em mais de 15 anos de T&D e Gestão de Talentos em empresas como Oi Telecomunicações S/A, Votorantim Finanças, TV Globo, Isban – Grupo Santander ( ingeniería de Software Bancario) Grupo Cosan e Goodyear.