O mês de junho é conhecido como mês do orgulho LGBTI+  (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo). Apesar do aumento de conscientização sobre a importância de inclusão e diversidade e de, cada vez mais, empresas reforçarem o seu compromisso com essa temática, o assunto ainda é considerado desafiador no mundo corporativo. E os números demonstram a urgência de pôr um ponto final na intolerância. Segundo um relatório divulgado pelo Grupo Gay da Bahia, em 2019, 329 LGBTI+ tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia. Isso equivale a 1 morte a cada 26 horas.

Outro dado que demonstra a gravidade da situação  é o divulgado pela ONU Brasil: a marginalização e as vulnerabilidades impostas à comunidade LGBTI+ colocam essas pessoas entre as mais expostas à pandemia de COVID-19.  Hoje, um dos maiores desafios para empresas, governos e demais envolvidos é garantir medidas de apoio para mitigar o impacto socioeconômico da crise nessa parcela da população, comprovadamente mais propensa ao desemprego e à pobreza. 

Os benefícios para se acreditar em diversidade e inclusão nas companhias

Com a proposta de gerar um ambiente de trabalho mais inclusivo, a Klüber Lubrication do Brasil conta com um Comitê de diversidade para a América do Sul e práticas de padronização no processo de recrutamento e seleção, principalmente para evitar o chamado ‘viés inconsciente’, que pode causar barreiras durante o processo de um candidato.

Enrique Garcia, CEO da Klüber Lubrication do Brasil, afirma que é preciso eliminar as injustiças sistêmicas. “Isso é básico. As pessoas devem se sentir confortáveis sendo elas mesmas, pois assim serão mais produtivas. Não existe desenvolvimento da sociedade e da empresa se não ocorre o desenvolvimento humano.”

Assim como a Klüber Lubrication, muitas empresas estão se reinventando para colocar o tema em pauta. Para Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, “as organizações têm um papel fundamental na adoção e na disseminação desses temas em seus ambientes. Com ações que impactem os colaboradores, os clientes, os parceiros, o país. Só assim é possível transformar o DNA da companhia. Para isso, é preciso ter coragem”. 

Luiz Pretti, presidente da Cargill, comenta o aspecto humano que a defesa dos conceitos de diversidade e inclusão significam: “como pessoa, como CEO, quero deixar um legado não apenas para a empresa, mas para a sociedade. E essa semente da diversidade é a minha marca”, resume. A Cargill, segundo ele, aplica a diversidade desde 1969, e apontou com orgulho a implementação do programa de pessoas transgêneros, a adaptação de instalações e a conscientização de seus colaboradores para recebê-los, na busca de ser uma empresa cada vez mais inclusiva.

Patricia Ajeje, diretora de vendas da Chem-Trend, finaliza “a diversidade e inclusão têm que andar juntas e estar no mindset de cada pessoa, como parte de cada um de nós. São caminhos que não tem mais volta. Todas as empresas têm que pensar olhando para frente, para que jovens queiram trabalhar em empresas como as nossas.”