IMG Artigo Especial Andréia Holda

Nos últimos anos, o departamento de Recursos Humanos deixou de ser operacional para se tornar estrategista. Pilhas de papéis, ponto manual e tempo perdido com atividades burocráticas já não são mais a realidade do RH. 

Essa mudança trouxe inúmeros desafios para os profissionais da área: desde a necessidade de conhecimentos em gestão de sistema de ponto web e análise de métricas a criação de estratégias para aumentar o engajamento e motivação dos funcionários. Mas, apesar de benéfica, essa transição tem refletido na satisfação dos profissionais de Recursos Humanos.

Uma pesquisa aponta que 70% dos gestores de RH não estão realizados com o que fazem. Além disso, apenas um a cada cinco conseguem alcançar as metas a que se propõem, e somente 28% dos pesquisados dizem ter um senso claro de direção em seu trabalho. Esses resultados estão contabilizados no estudo “O impacto do bem-estar na vida profissional”, realizado pela ABRH-Brasil em parceria com a Mapa de Talentos e a Waggl Brasil, e lançado na última edição do CONARH, que aconteceu de 13 a 15 de agosto de 2019.

Esse estudo nos leva a uma reflexão: com o acúmulo de responsabilidades, o RH, que cuida de todos os funcionários, também precisa ser acolhido. Afinal, uma empresa que valoriza todos os colaboradores é menos impactada por problemas de saúde mental e, ainda, tem mais chance de contar com pessoas felizes para obter vantagem competitiva.

Andreia Holda Schwengber* é analista de Recursos Humanos da iFractal.