Em happy hours, grupos e posts do LinkedIn, é comum a discussão sobre questões que ainda atrapalham a rotina de trabalho estratégica do Recursos Humanos. Uma das principais queixas diz respeito ao não comparecimento de candidatos a entrevistas de emprego previamente agendadas.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em outubro de 2019, o Brasil tinha 12,5 milhões de pessoas desempregadas. Apesar do número alto, segundo uma pesquisa realizada, em 2017, pelo aplicativo Trampapo, 83% das pessoas agendadas não comparecem às entrevistas com o RH. 

Os principais motivos de ausência encontrados pela empresa foram: 39% por doença; 27% por falta de interesse na vaga; 23% por falta de dinheiro para ir até o local da entrevista. 

A empresa CatMyPet encontrou uma solução para incentivar os candidatos que faltavam às entrevistas de emprego e agradecer àqueles que participaram da seletiva. Ao perceber que muitos candidatas estavam faltando nas entrevistas, eles decidiram questionar o motivo. “Quando perguntamos a alguns deles o porquê, disseram que não tinham dinheiro para a condução”, conta Agnes Petri, uma das sócias.

A solução encontrada foi simples, eficaz e empática: desde outubro de 2019, a empresa arca com os custos de transporte dos interessados pré-selecionados, oferecendo 20 reais mais um bilhete de agradecimento.

De acordo com Petri, desde que a CatMypet passou a dar uma ajuda de custo aos entrevistados houve redução de 70% do não comparecimento para a entrevista, redução do desperdício de tempo com agendamentos dos gestores, redução de 25% no tempo total do processo seletivo e economia de 18% do budget de contratação.

“A situação mais inusitada aconteceu logo nos primeiros dias desse novo modelo. Quando chegou ao fim da entrevista, entregamos o envelope para o candidato e ele começou a chorar, contou que tava a muito tempo desempregado e, por isso, não tinha mais dinheiro para ir as entrevistas e agora teria que voltar a pé e, como não conhecia a região, estava angustiado se o caminho de volta não era muito longo. Nesse momento, tivemos certeza que essa dinâmica deveria ser incorporada a todos os processos seletivos”, relata. 

Atividades burocráticas 

Outra queixa constante do RH é sobre atividades burocráticas que ocupam um longo período do dia, que poderia ser destinado a estratégias. A Vulpi, que está no mercado desde 2016, foi fundada para resolver uma dor do RH: a contratação de TIs. A empresa tem como proposta tornar o RH das empresas mais estratégico e menos operacional, deixando a demanda de seleção por conta da plataforma, baseada em abordagens de Inteligência Artificial.

De acordo com a Vulpi, a proposta da empresa é tornar o RH das empresas mais estratégico e menos operacional, deixando toda a demanda de seleção por conta da plataforma, “Hoje, temos uma taxa de 94% de contratações de sucesso. Não conectamos os candidatos apenas com vagas e salários, e sim com propósitos”, comenta Fellipe Couto, CEO e fundador da Vulpi. 

Na Boxter Combustíveis um dos principais desafios do RH era a dificuldade e tempo demandado para acompanhar a jornada de trabalho e se aproximar da qualidade do desempenho dos colaboradores. Ludmilla Ramos, integrante da equipe de RH da Boxter, conta que a solução para reverter essa questão ao gerenciar a jornada dos 460 colaboradores foi o investimento em um sistema de ponto em nuvem. “Escolher um bom software de ponto eletrônico em nuvem precisa impactar além da redução de custos operacionais e da gestão básica de jornada. É fundamental que otimize o tempo do RH e permita uma gestão mais dinâmica e humanizada”, explica Marcelo Germano de Oliveira, sócio diretor comercial da iFractal.