Atualmente, apenas, 1,6% da população brasileira está cadastrada no banco para doação de medula óssea. Com essa porcentagem, a possibilidade de encontrar uma pessoa compatível para transplante é de uma em cem mil.

Um dos motivos da baixa adesão, segundo Roberto Debski, médico e psicólogo, é a confusão da medula óssea com a medula espinhal. “As pessoas imaginam que há risco de ficar paraplégico com a doação, mas não há semelhança nenhuma entre a medula óssea com a medula espinhal. Somente o nome é semelhante”, esclarece.

O conhecimento é essencial para aumentar o número de pessoas cadastradas na base de dados. Claudia Santos, especialista em gestão de pessoas e diretora da Emovere You, lembra que, muitas vezes, as ações organizadas pelo SUS e pelas seguradoras de saúde não fazem um programa integrado com as empresas, o que dificulta uma adesão maior dos trabalhadores. “Por isso, as organizações precisam criar projetos internos para incentivar os funcionários a participarem, por meio de uma comunicação clara e eficiente que coloque o tema no centro da discussão”, sugere.

Claudia acrescenta que a criatividade das equipes de recursos humanos pode auxiliar na criação desses projetos. “Em algumas companhias, por exemplo, existe um programa de bonificação que propõe desafios aos participantes e premia aqueles que cumprem as metas individuais e do grupo. Mas, é claro, o apoio da direção é fundamental para que haja o envolvimento de todos na empresa, uma vez que será preciso abonar o período de trabalho do doador”, afirma.

 
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