Poucas pessoas sabem que o Dia Internacional da Mulher, na realidade, não é uma data que surgiu com o simples intuito de homenagear à mulher. A ideia surgiu no início do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida, trabalho e ao direito de voto.

Com objetivo de apoiar a causa, a iFractal, pioneira no desenvolvimento de sistemas em nuvens para gestão de pessoas, incentivou suas colaboradoras a pararem o expediente durante uma hora e utilizarem esse tempo para discutir sobre as desigualdades e desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho. Durante o processo, houve uma coleta de palavras-chaves, frases e contextos que foi transformado em uma nuvem de palavras, a qual ilustra esta matéria.

“O machismo é estrutural e se reflete em todas as esferas de nossa vida. Meu desejo é por mais empatia por nossa causa. Que todas as pessoas comecem a prestar atenção no machismo intrínseco que permeia as pequenas atitudes do dia-a-dia”, comenta Jéssica Bueno, coordenadora de Suporte Técnico da iFractal.

“A experiência foi tão significativa que pretendemos dar continuidade no assunto, incluindo os colaboradores de todos os departamentos, tanto com debates quanto com atividades que estimulem reflexão e evolução comportamental nas relações do grupo”, complementa Caio Carraro, diretor de Comunicação e Marketing da iFractal.

No Colégio Nossa Senhora das Dores, localizado em Belo Horizonte, houve uma campanha para o debate acerca da luta das mulheres. “Trabalhamos com os alunos o resgate de mulheres importantes para a humanidade, sua história e o seu compromisso com a sociedade. Foi promovido um Quiz no site da instituição para estimular os pais, alunos e colaboradores a fazer uma pesquisa sobre mulheres inspiradoras em nossa sociedade. Entre as perguntas do Quiz estava: “No almoço de domingo, quem mais lava a louça? Quem participa das reuniões escolares de seu filho?”, explica Vânia Duque Sobrinho, diretora do colégio.

O departamento de RH do GetNinjas, maior plataforma de contratação de serviços do Brasil, fez um dia de debate e relacionamento com seus colaboradores. “Escutamos as experiências de nossas funcionárias. Nesse momento, os homens ficaram de ouvintes. O objetivo, para eles, era a reflexão. Em um relato, foi comentado que ainda existe a preferência de ser atendido por um homem em um chamado de suporte técnico. Infelizmente, isso ainda acontece. Vamos continuar discutindo esse assunto. Não vamos deixar que situações como essa sejam vistas como toleráveis”, conta Marília Amêndola, gerente de Recursos Humanos do GetNinjas.