Colaboradores felizes, empresas mais produtivas. Essa conclusão, que já foi assunto em palestra da consultora Nicole Fuentes, perita em Psicologia Positiva e professora de Ciência da Felicidade, é uma estratégia que tem feito sucesso nas organizações que promovem bem-estar no trabalho.

Nesta época de fim de ano e verão, algumas empresas, cientes que há um aumento de compromissos sociais, como festas e viagens para visitar familiares e amigos, têm criado programas de redução de jornada de trabalho.

A iFractal, pioneira no desenvolvimento de sistemas em nuvens para gestão de pessoas, adotou a ideia e criou o programa Verão no Ponto, que reduz em duas horas a jornada de trabalho às sextas-feiras até 17 de fevereiro de 2017, semana em que acaba o horário de verão.

De acordo com Caio Carraro, diretor de marketing, durante o programa, a empresa irá operar em seu horário normal, das 8 às 18 horas, e os colaboradores irão revezar de modo que sempre haverá uma equipe para atendimento. “A nossa expectativa é animar os colaboradores. Posso dizer que o projeto Verão no Ponto é uma iniciativa ainda tímida se comparada ao que pretendemos para que 2017, de modo que nos permita aperfeiçoar iniciativas como essa”, afirma.

Há 2 anos, a ePharma coloca em prática o programa de verão Casual Summer, em que os funcionários também têm o horário de trabalho reduzido em duas horas, às sextas-feiras, até o dia 27 de janeiro de 2017.

Suemi Kempf Toguti, gerente de Recursos Humanos, explica que o programa contribui para que o colaborador dedique mais tempo para atividades de interesse. “Nessa época do ano, as pessoas estão mais cansadas. Nada melhor do que aproveitar o tempo livre para atividades físicas e ficar com a família e os amigos”, afirma.

Ela lembra que o Casual Summer possibilita ainda que o colaborador evite os congestionamentos no horário e aproveite também para adiantar uma viagem. “Quem nunca precisou de um tempo extra para resolver questões burocráticas? Ainda mais no final do ano. Portanto, essa é uma outra possibilidade que o programa oferece”, avalia.

Celso Braga, sócio-diretor do Grupo Bridge, consultoria de Recursos Humanos, comenta que antigamente havia a crença que o melhor funcionário era aquele que trabalhava 12 horas por dia. Hoje já está comprovado que produzir está ligado a colocar as ideias em prática e não apenas a quantidade de horas trabalhadas. “A saída antecipada pode ser fonte de prazer e satisfação para o colaborador continuar dedicando o seu máximo para a organização e seu papel profissional.”