O mundo vem evoluindo cada vez mais rápido, obrigando-nos a acompanhar essas transformações. Por isso, as empresas passaram a enxergam nos jovens as características necessárias para uma boa liderança, pois eles tendem a adaptar-se mais facilmente às mudanças. O perfil procurado corresponde a pessoas abertas ao aprendizado e antenadas com o mundo ao redor. O jovem, justamente por possuir pouca experiência, vem com menos vícios de trabalho e disposto a desenvolver projetos inovadores.

Foi assim que Lívia Fernandes, 24 anos, teve rápido crescimento na carreira e hoje é Coordenadora de Produção no Sistema Ari de Sá (SAS) – que elabora material didático e soluções educacionais para mais de 560 escolas do país. Ela, que entrou como Analista do setor, em maio de 2014, criou uma subárea dentro da Produção denominada Qualidade Editorial e logo passou a coordenar esse núcleo com menos de um ano de empresa, em dezembro do mesmo ano. Oito meses mais tarde, em agosto de 2015, foi promovida à Coordenadora de Produção.

“Eu acompanho o trabalho de cerca de 140 pessoas envolvidas com a produção dos livros, desde a entrega do material no prazo, até o contato com a área pedagógica”, comenta Lívia. De acordo com ela, atualmente, há muitas oportunidades para se tornar uma jovem liderança. “Na faculdade, há o centro acadêmico e as empresas jr., sem contar os inúmeros programas de trainee. Então, há vários caminhos para desenvolver o senso de liderança, mas o mais importante é levar todas as experiências profissionais a sério, desde o primeiro estágio”, explica a Coordenadora.

A geração em que Lívia está inserida costuma trabalhar bem em grupo e não se impressiona com cargo e hierarquia. Como anseiam pela liderança sem demora, são adeptos à meritocracia como forma de desenvolvimento profissional. Para se ter uma ideia, em 2010, uma pesquisa com jovens brasileiros sinalizou a intenção de 98% deles de se tornarem líderes. Eles são inquietos, estão sempre conectados e à procura de cursos e especializações que contribuam para que cheguem mais rápido ainda ao sucesso.

Outro exemplo é Jéssica Teixeira, de 22 anos, que conquistou cedo o cargo de líder. Ela é Coordenadora de Recursos Humanos da mesma empresa de Lívia. Começando como trainee no SAS aos 19 anos, ela pôde conhecer outras áreas da empresa antes de ir para o RH como Analista. Depois de 2 anos e meio, alcançou o cargo mais alto da área e hoje comanda a equipe na elaboração de projetos, processos seletivos e pesquisas de clima organizacional. “É importante que as empresas incentivem a autonomia de seus funcionários, pois isso gera maturidade. De tal forma, os mais jovens podem ser bons líderes, já que se arriscam mais em novos desafios, mas sempre com responsabilidade. A minha dica para quem quer sucesso profissional é sempre acreditar no que está fazendo”, aconselha Jéssica.

E quanto às empresas, qual o papel delas para aprimorarem seus jovens talentos? As grandes companhias devem estimular a criatividade e dar-lhes liberdade para as decisões, estabelecendo metas claras. É importante saber ouvir e incentivar discussões de ideias dentro do ambiente de trabalho, além de proporcionar oportunidades de mudanças de área ou promoção, conforme o desempenho e interesse de cada colaborador. A empresa deve avaliar seus funcionários individualmente e em equipe. São essas análises que permitirão descobrir sucessores para os cargos de liderança, independentemente de idade, o que muitas vezes acaba dando chance de progresso aos jovens. No entanto, o principal desejo do jovem profissional vai muito além da liderança: é se sentir único e satisfeito em fazer parte da instituição na qual trabalha.