A felicidade tem sido, cada vez mais, um tema recorrente no mundo corporativo. E não é por menos: os funcionários depositam a busca da felicidade na empresa, local que passam de 6 a 12 horas por dia, aproximadamente.

Durante o 42º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas – Conarh 2016, a consultora Nicole Fuentes, Perita em Psicologia Positiva do Departamento de Educação Executiva da Universidade de Monterrey e Professora de Ciência da Felicidade, apresentou, em palestra, estudos do Instituto Gallup, que indicam que o bem-estar no trabalho é essencial para a saúde empresarial.

“O ambiente de trabalho determina o tipo de pessoas com quem viveremos e as oportunidades de vida que teremos. Quando ele não está alinhado com o que acreditamos e gostamos de fazer, surgem problemas em outras áreas. O custo físico e mental da frustração e do estresse podem ser altos demais. Investir em felicidade dentro da empresa gera impacto positivo na produtividade e rentabilidade da organização”, afirma.

Segundo Fuentes, as pessoas que têm estado mental e emocional positivo, geram endorfinas e dopaminas que lhes permitem usar melhor as capacidades, aumentar o nível de concentração, melhorar a assertividade, a criatividade e a empatia. A partir daí, o sucesso é consequência.

A professora comenta que existe uma síndrome do deficit de gratidão no ambiente corporativo, isso porque os gestores tendem a pensar que o funcionário ganha para exercer o trabalho, logo, não há necessidade de agradecimento. “É essencial que os gestores agradeçam pelo trabalho e propiciem a amizade no trabalho. As pessoas que têm bons laços com familiares, amigos e colegas de trabalho são mais felizes, têm saúde melhor e vivem mais. Para fortalecer esses laços, a ciência da felicidade propõe ações simples, como expressar a gratidão, passar tempo com quem se ama, melhorar a relação com o chefe direto e fazer mais amigos no ambiente de trabalho”, finaliza.