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Motivar e desenvolver. Esses são alguns dos desafios diários dos lideres. No entanto, apesar de conhecimento e experiência, é comum agir pelo instinto, sem antes refletir sobre as melhores atitudes a serem tomadas. Mas por que isso acontece?

Segundo a teoria do cérebro trino, elaborada em 1970 pelo neurocientista Paul MacLean, o cérebro dos humanos é dividido em três unidades funcionais diferentes, são eles:

Reptiliano: responsável pelo instinto de sobrevivência , identificação do inimigo e reprodução. Conhecido por cérebro primitivo, esse primeiro nível de organização cerebral é capaz apenas de promover reflexos simples, o que ocorre em répteis, por isso o nome.

Límbico: emoção, afeto, espírito de equipe,  confiança, memórias  afetivas e criatividade espontânea. Conhecido como cérebro emocional, esse nível de organização corresponde ao cérebro da maioria dos mamíferos.

Córtex: razão, habilidades motoras, causa e efeito, ação e expectativa de recompensa, memória de trabalho. Chamado de cérebro racional, esse é o nível que diferencia o homem dos demais animais.

… porque o cérebro primitivo toma 90% das decisões

A razão, emoção e instinto se misturam em nossas atitudes e escolhas do dia a dia. Entretanto, as reações instintivas, vindas do cérebro primitivo, são responsáveis por mais de 90% de tudo o que acontece na mente humana: o comportamento automático, comportamento repetitivo e comportamento imitativo. O lado positivo é que isso pode ser reconhecido no momento da ação, analisado e controlado.

Liderança consciente

Segundo Andréa de Paiva, consultora da FGV Projetos e professora da Fundação Getúlio Vargas, ao estudar neuroliderança, o líder que consegue se sair melhor em situações de estresse e tomar decisões mais conscientes: ele consegue reconhecer e estimular o melhor em cada um. “Por exemplo, para aumentar o foco, o líder pode tomar atitudes que estimulem a produção de dopamina, um neurotransmissor importante para a saúde cerebral que está associado à sensação de prazer e à capacidade de memorização. Por outro lado, um líder desatento pode produzir uma situação contrária”, destaca.

A professora ainda explica que o cérebro é uma máquina extremamente potente, mas a falta de conhecimento sobre ele faz com que as pessoas não usem toda sua capacidade. Os conceitos de neuroliderança estimulam o cérebro para funcionar na sua melhor forma, não apenas do ponto de vista de produtividade, mas de qualidade de vida. “Sabe-se que o cérebro infeliz e sobrecarregado não produz bem. Sendo assim, a preocupação com a saúde cerebral e a qualidade de vida são pontos importantes da neuroliderança e a consequência é o aumento da satisfação no âmbito pessoal e no trabalho”, completa.