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Em meio a um cenário repleto de desafios na melhoria da qualificação de profissionais e na retenção de talentos no Brasil, a educação corporativa surge como uma solução cada vez mais adotada pelas empresas.

É o que concluiu o estudo Educação Corporativa no Brasil, realizado pela consultoria Deloitte em 2015. No levantamento foram analisadas 126 empresas, dessas 28% indicam já possuir sistemas de educação corporativa e das 72% que não possuem, mais de um quarto (28%) delas já demonstra interesse em criar a estrutura. “O estudo revela que há uma forte tendência para o desenvolvimento e a implantação de universidades corporativas. A prática tende a crescer ainda mais nos próximos anos”, afirma Marcos Braga, diretor da Deloitte Educação Empresarial.

De acordo Renato de Amorim Gomes, Gerente de Cursos & Jogos da SOU, especialista em desenvolvimento de pessoas por meio da tecnologia, a educação corporativa é o processo de ensino e aprendizagem que ocorre dentro das organizações.

“Ao mesmo tempo em que é necessário trazer conhecimento atualizado para dentro da empresa, é essencial compartilhar o conhecimento individual, trazendo à tona a inteligência coletiva e acessando a sabedoria disponível”, acrescenta Flávia Ursini, consultora da Casa Deg Filó, diálogos a serviço do desenvolvimento humano.

Sabendo disso, a operadora de logística multinacional Penske Logistics desenvolveu e implementou em 2013, o Projeto de Lideranças (PDL) que engloba aulas expositivas, dinâmicas, estudos de casos, exibição de filmes e exercícios nas áreas de negócios e políticas, desenvolvimento em gestão de pessoas e setor logístico. “Alguns módulos são ministrados por profissionais da própria Penske treinados para atuar como facilitadores, compartilhando suas experiências dentro da companhia. O resultado são relações mais saudáveis com parceiros, fornecedores e equipes”, conta Patrícia Patto, diretora de RH da Penske Logistics.

Ainda de acordo com Renato, dentre os benefícios da educação corporativa, é destaque a preparação do profissional para gerar resultados com maior eficiência na organização, a diminuição do tempo de exercício da função de um recém contratado, a reciclagem de conhecimentos e o compartilhamento de experiências. “Sobretudo, ele permite que os profissionais conduzam os seus esforços a partir de um direcionamento estratégico. Tudo isso têm impacto direto no resultado financeiro da empresa” complementa.

Grupos discutem educação corporativa com
base na Teoria Integral
de Ken Wilber

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O tema educação corporativa foi o assunto da quinta edição do Integral Entre Tantos, projeto baseado na Teoria Integral que ocorre em diversas cidades do Brasil via transmissão simultânea com iniciativa do Instituto Integral Brasil e CO•MO•VER.

Transmitido no dia 15 de abril, o evento contou a presença de Andréa Vernacci, psicóloga com 27 anos de experiência em Recursos Humanos e Kellen Risso, psicóloga responsável pela atração e seleção do grupo Fleury.

De acordo com Lilian Shibata, coordenadora do Integral Entre Tantos, a aplicação do modelo Integral, que contempla várias perspectivas dentro das organizações, contribui para uma abordagem abrangente do ambiente de negócios e possibilita a ampliação dos resultados quantitativos e qualitativos. “A abordagem integral surge como um alento para os que transitam neste cenário de complexidades e sentem que a humanidade está num ponto de inflexão”, complementa.