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Largar um emprego estável para começar um novo projeto ou migrar de carreira não é fácil e nem todo mundo tem a coragem, mas o estudo “Você é inquieto?”, realizado pelo site Inquietaria, mostrou que muitos brasileiros têm vontade. O levantamento, realizado em entre 4 e 14 de maio de 2015, com 186 entrevistados, apontou que 83,9% dos brasileiros pensam em mudar de área de atuação e dar um novo rumo para sua carreira no futuro.

No começo deste ano, após um acidente, a psicóloga Alessandra Tomelin largou salário, estabilidade e reconhecimento, em um dos maiores sites de carreira do Brasil, para dar um passo rumo ao sonho antigo: ser empreendedora.

“Em 2014, comecei atender em coaching à noite, após o expediente. Muitas pessoas começaram a buscar os meus serviços. Eu já estava quase sem horários e sentia uma enorme alegria com esse trabalho, mas tinha muito medo de virar a chave de vez.”

Tomelin conta que, em novembro do mesmo ano, um fato mudou tudo.  “Eu saí pra correr e, na volta, já caminhando, tropecei e meu osso do ombro quebrou. Com muita dor, fui levada ao hospital para fazer uma cirurgia de urgência. Durante o processo de recuperação, perdi o movimento do braço por dois meses e fiquei afastada do trabalho. Nesse tempo, todas as minhas ‘desculpas verdadeiras’ para não migrar de carreira sumiram, percebi que, queria transformar pessoas e organizações, como eu tinha feito nos últimos 6 anos, mas de modo mais focado”, completa.

Atualmente, em sociedade com uma amiga, fundou a Deep Inside, uma empresa que apoia o desenvolvimento de pessoas e empresas através de processos de coaching.

“Sou muito mais feliz, trabalho com coaching individual e em grupo, autoliderança, transformações e soluções para o século XXI”, diz Alessandra.

Segundo Cláudia Silva, consultora de RH e carreiras, os profissionais devem fazer uma profunda reflexão antes de decidir quais serão os novos rumos de sua carreira.

“Mudança é sempre uma atitude desafiadora, não pode ser uma decisão tomada por impulso, é necessário cautela para avaliar se é apenas uma vontade momentânea, causada por um dificuldade, ou uma intenção de mudança de paradigmas”, explica.

Como forma de auxilio, a especialista recomenda que sejam feitas pesquisas sobre o ramo de atuação e consultas com profissionais da área. Após descobrir a real motivação para a mudança é necessário focar na formação adequada e nas possibilidades que essa mudança trará. “Esteja preparado para decepções, caso venha aparecer. Lembre-se: não se consegue começar do alto, é essencial disposição e comprometimento para obter crescimento e reconhecimento no novo ramo que se está se prestes a iniciar”, afirma.

 

Imagens: À esquerda, Luana Magalhães de arquivo pessoal e à direita, Alessandra Tomelin, foto de Pamella Fabian

 

Duas profissões

Luana Magalhães tem duas profissões.  Ela lecionou por três anos como professora de educação infantil.  “Eu tinha 19 anos, muitos cursos na área e morava no interior do Rio de Janeiro. Quando voltei a morar na capital, não consegui ingressar no mercado de trabalho. Precisava me sustentar e comecei a procurar outras áreas”, conta. Na busca, ela trabalhou como recepcionista, auxiliar de faturamento, auxiliar administrativa e analista administrativa. Em 2011, Luana concluiu o curso superior em Administração de Empresas, mas, ainda sim, conta que estava bastante perdida e não sabia  em que área seguir.  “Foquei em RH e Marketing, que foram as matérias que mais gostei, e tentei procurar emprego nessas áreas. Foi quando surgiu uma oportunidade de trabalhar em uma consultoria de RH e, então, vi que nessa área que gostaria de seguir e crescer profissionalmente.”

Hoje, ela está terminando um MBA na área de RH e comemora a escolha da nova profissão. “Acho importante você acordar e ter pensamentos positivos,  estar feliz por ter um emprego e amar o que você faz.  Ir trabalhar com prazer, com satisfação, trabalhar por amor.”

Por Claudia Silva, consultora de RH e carreiras na empresa SpeedJob Recursos Humanos

Por Claudia Silva, consultora de RH e carreiras da empresa SpeedJob Recursos Humanos.