Imagem: Fotolia

As novas tecnologias têm impulsionado o crescimento do modelo de trabalho home office possibilitando acessar o ambiente corporativo a partir de qualquer lugar, sem que isso interfira a produtividade. Essa foi a conclusão do estudo Global Evolving Workforce, patrocinado pela Dell e Intel, que entrevistou cinco mil profissionais de 12 países, com intuito de traçar como as tecnologias têm impactado nos ambientes de trabalho.

De acordo com o estudo, no Brasil, 56% dos profissionais têm permissão para fazer home office e, desse total, 69% trabalha até 25% das horas semanais fora do escritório. Segundo o relatório, o uso dos dispositivos móveis para acesso à internet e o modelo Cloud Computing, também conhecido por computação em nuvem, têm proporcionado novos modelos de trabalho. Essa tendência é evidenciada nos setores de serviços com 22%, bens de consumo com 13,7%, farmacêutico com 9,7% e telecomunicações 5,7%, como aponta uma pesquisa realizada pela consultoria HAYS Recruiting Experts Worldwide.

Apesar da tradução literal significar “escritório em casa”, no Brasil é definido também o trabalho que é realizado fora do escritório da empresa. Uma pessoa pode trabalhar “home office”, por exemplo, em cafés, espaços co-worker, aeroportos e parques. Em São Paulo há espaços públicos com wi-fi e estrutura que permite trabalhar com inspiração e conforto. Um exemplo é o parque da juventude, localizado na zona norte em frente à estação Carandiru do metrô.

img-homeoffice-2
Imagem: Divulgação   |   Biblioteca – Parque da Juventude

Atualmente, Lucas Gárcia, designer de produto, trabalha grande parte do tempo no modelo home office. Ele dedica oito horas do dia ao trabalho e conta que costuma utilizar o skype para reuniões, além de serviços de armazenamento, compartilhamento e publicação. “Para trabalhar, preciso apenas de notebook com internet. Dá para ser produtivo estando em um parque ao ar livre usando notebook ou tablet com internet 3G. Acredito que, cada vez mais, as empresas estão percebendo isso”, comenta.

O coach de negócios, André Luiz Dametto afirma que o home office possui muitas potencialidades, especialmente para organizações onde há uma cultura de flexibilidade e confiança em desenvolvimento. “As vantagens são nítidas, primeiramente destaco o equilíbrio da vida pessoal e profissional dos colaboradores. Outro ganho é a promoção do uso mais consciente de recursos como a energia elétrica.”

 

infograf-homeoffice-4

 

infograf-homeoffice-3

 

 

A sociedade também ganha

Segundo dados da Organização das Nações Unidas, até 2050 a população mundial ultrapassará os nove bilhões e 75% das pessoas viverão em áreas urbanas. Como consequência, nos próximos 30 anos, o número de carros deverá dobrar.

Pensando em evolução sustentável, o modelo home office possibilita a redução da quantidade de carros nas ruas, o consumo de combustível e, por consequência, as emissões de gases causadores de efeito estufa, além da poluição.